Luan Azevedo, da ds.marketing, pôs mais de 60 agentes de IA para atender o varejo
A Dani, primeira agente da empresa de Campinas, resolveu 97% de mais de 10 mil conversas no WhatsApp em 30 dias. Agora a meta é levar departamentos inteiros de IA a pequenas e médias empresas.

Luan Azevedo fundou a ds.marketing em 2019, em Campinas (SP), com uma proposta clara: democratizar o acesso à tecnologia e ao marketing para o varejo brasileiro. Hoje, a empresa que começou com dados e CRM para varejistas opera mais de 60 agentes de inteligência artificial.
Do CRM às campanhas
A ds começou com consultoria de dados e CRM, ajudando varejistas a entender melhor os clientes. Em 2020, passou a oferecer uma solução de criação de campanhas e materiais promocionais, levando a pequenos e médios negócios recursos que antes eram restritos às grandes redes.
O modelo cresceu rápido. Em 2021, a empresa chegou a 300 clientes e recebeu o primeiro investimento, de R$ 1 milhão. Em 2025, veio uma nova rodada, de R$ 5 milhões. Hoje são mais de 8 mil clientes, conquistados pela internet, em todos os estados do Brasil, de pequenos negócios a nomes como Petcamp, Gela Boca, Rede Valor Supermercados, Intersolid e Smart Supermercados.
A chegada da Dani
Em 2024, a ds começou a desenvolver a Dani, sua primeira agente de IA. No início, ela permitia que o varejista pedisse criações de marketing mandando áudio pelo WhatsApp. Ao longo de 2025, a agente ganhou maturidade comercial e passou a assumir tarefas mais complexas.
No início de 2026, a Dani foi para o suporte aos clientes. Em 30 dias, resolveu 97% de mais de 10 mil conversas recebidas pelo WhatsApp, segundo a empresa. Foi o sinal de que a IA já podia assumir boa parte de uma operação real de atendimento.
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Um time de funcionários digitais
A partir daí, a ds montou um time de agentes especializados. Hoje são mais de 60 agentes ativos em suporte, atendimento e vendas, tanto na operação da própria ds quanto nas empresas clientes. Eles trabalham por mensagem, áudio, ligação telefônica e até chamadas de vídeo em tempo real com avatares de IA, consultam sistemas, conduzem vendas e passam para um humano os casos específicos.
A próxima aposta é levar departamentos completos de IA para pequenas e médias empresas, com funcionários digitais e gestores de IA que acompanham o trabalho, identificam problemas e reportam resultados aos responsáveis humanos.
IA para volume, pessoas para exceção
Para Luan, a discussão sobre a jornada de trabalho e o fim da escala 6x1 deve acelerar a busca dos empresários por novas formas de organizar a operação. A IA, diz, permite manter atividades funcionando 24 horas por dia, sete dias por semana, enquanto as equipes humanas se concentram em relacionamento, análise e decisão. "IA para volume. Pessoas para exceção", resume.
"A próxima evolução da inteligência artificial não é apenas responder melhor. É assumir trabalho de verdade dentro das empresas", afirma. No dia a dia, a ferramenta que ele mais usa é o Claude, da Anthropic.
Por que importa
A ds.marketing mostra como agentes de IA estão saindo do atendimento automático para assumir funções operacionais inteiras no varejo, um setor de margens apertadas e que pode ser pressionado por mudanças na jornada de trabalho.
Fonte: ds.marketing, em informações enviadas à IA News. Fotos: divulgação.
Por que isso importa
Análise IA News · a leitura da nossa redação
Agentes de IA estão saindo do atendimento automático para assumir funções operacionais inteiras no varejo, um setor de margens apertadas e pressionado pela discussão sobre a escala 6x1.
Fontes
Apuração, análise e conclusão editorial produzidas pela redação do IA News a partir das fontes acima. O conteúdo não reproduz o texto original.
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