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Itaú, de Milton Maluhy Filho, compra a NeoSpace por R$ 2,9 bilhões e aposta em IA própria

O maior banco privado do país fica com 100% da startup de Bruno Pierobon, que cria modelos de fundação treinados com dados, não só com texto.

Itaú, de Milton Maluhy Filho, compra a NeoSpace por R$ 2,9 bilhões e aposta em IA própria
Foto: Reprodução/NeoFeed

O Itaú Unibanco anunciou na segunda-feira, 26 de outubro, a compra de 100% das ações da NeoSpace A.I. Technologies, startup brasileira de inteligência artificial. O preço é de R$ 2,925 bilhões. Uma parte será paga no fechamento. O restante será pago ao longo de cinco anos, sujeito a condições.

O negócio foi comunicado ao mercado em fato relevante à CVM. Ainda depende de aprovação do Cade e do Banco Central.

Quem é a NeoSpace

A NeoSpace nasceu no fim de 2023. O CEO é Bruno Pierobon, que fundou a empresa com Felipe Almeida, Gustavo Debs e Thiago Teixeira. Pierobon, Almeida e Debs já tinham criado a Zup, comprada pelo Itaú em 2019 por mais de R$ 500 milhões.

A startup desenvolve grandes modelos de fundação para dados. A empresa chama o conceito de Large Data Model (LDM). A ideia é trabalhar com qualquer formato de dado ou documento, e não apenas com linguagem. A NeoSpace também oferece plataformas para que empresas treinem modelos próprios com os seus dados. Segundo o NeoFeed, tem clientes nos setores de telecomunicações, aviação e energia.

Em janeiro de 2025, a startup foi avaliada em US$ 100 milhões, numa rodada de US$ 18 milhões liderada pelo próprio Itaú.

O que o banco já usava

O Itaú trabalha com a NeoSpace há quase dois anos. Os modelos da startup são treinados com dados do banco. Segundo o Itaú, a parceria já entrega resultados em crédito, CRM e prevenção a fraudes.

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A compra deve reforçar a ia.i, plataforma de IA generativa do banco lançada no fim de julho. A meta divulgada pelo Itaú é levar a ferramenta a todos os clientes pessoa física do superapp até o fim de 2026.

"Queremos que o Itaú esteja entre as instituições que vão definir o próximo capítulo da indústria financeira global", disse Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú Unibanco. "A aquisição da NeoSpace é um investimento estratégico nessa ambição."

Como fica a startup

A NeoSpace seguirá operando de forma autônoma, com a mesma gestão e a mesma equipe. Pierobon continua como CEO. "Essa nova etapa cria condições para aprofundar nosso trabalho de pesquisa e desenvolvimento", afirmou ao NeoFeed. Ele disse ainda que a empresa abre escritório nos Estados Unidos e negocia dois contratos por lá e um na Europa.

Por que importa

É uma das maiores compras de uma startup brasileira de IA. Mostra que o maior banco privado do país prefere ser dono da tecnologia que usa em crédito e fraude, em vez de depender só de modelos de fornecedores estrangeiros.

Fontes: NeoFeed, Seu Dinheiro, Diário do Grande ABC/Broadcast e fato relevante do Itaú Unibanco.

Por que isso importa

Análise IA News · a leitura da nossa redação

O maior banco privado do país passa a ser dono de um laboratório brasileiro de modelos de fundação, em vez de depender só de fornecedores estrangeiros de IA.

Fontes

itauneospaceaquisicaobancosmodelos de fundacao

Apuração, análise e conclusão editorial produzidas pela redação do IA News a partir das fontes acima. O conteúdo não reproduz o texto original.

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