Amanda Moita, arquiteta que faturou oito dígitos no e-commerce, agora ensina empresas a trabalhar com IA
Depois de usar inteligência artificial na própria loja, ela reuniu mais de 130 mil seguidores no Instagram e leva workshops de IA a empresas no Brasil e em Angola.

Amanda Moita sempre teve facilidade com tecnologia. Curiosa desde criança, formou-se em arquitetura e encontrou na interseção entre tecnologia e design o caminho que mais a atraía.
Do projeto ao e-commerce
Na pandemia, já não se sentia representada pela arquitetura e voltou o olhar para outra paixão: marketing e vendas. Começou a empreender no digital e montou um e-commerce de casa e decoração, ainda puxando a bagagem de arquiteta. O negócio deu certo: em pouco mais de três anos, faturou mais de oito dígitos.
"Uma faculdade de administração não teria me dado o aprendizado que o e-commerce me deu sobre marketing, vendas e gestão", diz Amanda.
A IA entra no negócio
Foi dentro da própria loja que ela começou a aplicar inteligência artificial: no cadastro de produtos, no atendimento e na gestão. Ali percebeu uma oportunidade. A tecnologia resolvia necessidades reais, mas nem todo mundo tinha a mesma facilidade para aprender a usá-la.
Amanda passou então a compartilhar dicas práticas de IA no Instagram. Os vídeos começaram a viralizar, e hoje o perfil @amandamoita.ia soma mais de 130 mil seguidores, com uma audiência que ela considera qualificada: empresários, médicos e advogados interessados em usos práticos da tecnologia. Ela também desenvolve produtos digitais e softwares baseados em IA.
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Workshops e comunidade
O alcance virou convites para workshops em empresas. Uma delas, em Angola, com mais de 200 funcionários, contratou um programa de quatro semanas e 12 aulas sobre o uso de Copilot, ChatGPT e Claude no dia a dia. Segundo a empresa, tarefas que levavam três horas passaram a levar uma hora.
Para a área em que se formou, Amanda criou um produto digital de IA para arquitetos, que hoje reúne uma comunidade de mais de 1.800 alunos.
IA contra a crise
Para ela, a inteligência artificial ganha ainda mais peso em um cenário de inflação e retração do varejo. "Vejo a IA como uma oportunidade de ter uma operação mais eficiente, com custos mais controlados, e de crescer a empresa sem precisar de novas contratações", afirma.
Outro ganho, diz Amanda, é centralizar o conhecimento da empresa em uma base única, com os dados de marketing e da operação conectados, o que dá mais controle sobre o negócio.
Por que importa
A trajetória de Amanda mostra como quem aplica IA no próprio negócio pode transformar essa experiência em conteúdo, educação e consultoria para outras empresas, e por que a tecnologia virou ferramenta de eficiência em tempos de crise.
Fonte: Amanda Moita, em entrevista à IA News. Fotos: divulgação.
Por que isso importa
Análise IA News · a leitura da nossa redação
A trajetória mostra como a experiência de aplicar IA no próprio negócio vira educação e consultoria para outras empresas, num momento em que eficiência pesa mais.
Fontes
Apuração, análise e conclusão editorial produzidas pela redação do IA News a partir das fontes acima. O conteúdo não reproduz o texto original.
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