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Erick Castilio, da Astrevo, aos 20 anos implementa IA só onde há retorno comprovado

Vindo de vendas, o fundador da consultoria de São José dos Campos começa pela operação do cliente e só depois decide onde a IA entra, e onde ela não entra.

Erick Castilio, da Astrevo, aos 20 anos implementa IA só onde há retorno comprovado
Foto: divulgação

Erick Castilio tem 20 anos, é autodidata e veio da área de vendas. Foi no contato diário com clientes e operações comerciais que percebeu o quanto as empresas perdiam tempo, oportunidades e dinheiro com processos manuais e atendimento sem estrutura. Em março de 2026, fundou a Astrevo, em São José dos Campos (SP).

O problema que deu origem à Astrevo

A inteligência artificial chegou às empresas cercada de promessas. Muitos empresários contrataram chatbots, ferramentas e automações que pareciam revolucionárias, mas que não mudaram o resultado do negócio. Na maior parte das vezes, segundo Erick, a tecnologia foi implementada antes de alguém entender como a empresa realmente funciona: onde estão os gargalos, qual processo consome mais horas da equipe e em que ponto do atendimento os clientes desistem.

A Astrevo nasceu para inverter essa ordem. Primeiro, a consultoria entende a operação. Só depois decide onde a IA faz sentido e, principalmente, onde ela não faz.

Auditoria, protótipo e implementação

O trabalho começa com uma auditoria de IA, segue para um protótipo validado com o próprio cliente e só então avança para a implementação completa. Assim, o empresário vê a solução funcionando na sua realidade antes de assumir um projeto maior.

Na prática, a Astrevo desenvolve sistemas de agentes de IA sob medida que atendem clientes pelo WhatsApp, qualificam contatos, agendam consultas, reativam clientes inativos e integram informações com CRMs e sistemas de gestão. Em odontologia, um ecossistema de agentes faz o primeiro atendimento de pacientes, agenda consultas, encaminha urgências e envia mensagens de retorno e aniversário. Na indústria, uma consultora virtual conversa com clientes que pararam de comprar, entende o motivo e registra o aprendizado para o time comercial. Há projetos também em estética, advocacia, mercado imobiliário e crédito, além de clientes em Portugal e Moçambique.

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Os sistemas rodam em infraestrutura própria, e os dados pertencem ao cliente. Segundo a empresa, os projetos já somam mais de 1.000 horas economizadas.

IA que soma, sem substituir pessoas

Todos os agentes têm limites de governança claros. Quando a conversa envolve preço, negociação, urgência ou qualquer situação sensível, o atendimento é transferido para uma pessoa da equipe.

"A IA não vem para substituir ninguém. O líder que pensa assim está no caminho errado e logo vai enfrentar problemas. Ela vem para aprimorar a forma como as pessoas atuam dentro da empresa, melhorando seu desempenho, foco e produtividade", diz Erick.

Além da consultoria, ele produz conteúdo sobre IA aplicada a negócios no Instagram e no YouTube, traduzindo ferramentas como o Claude e agentes de IA para a realidade de empresários brasileiros. A Astrevo foca em empresas com mais de 10 colaboradores que querem usar IA de forma estratégica e mensurável.

Por que importa

A diferença entre ganhar e perder dinheiro com IA está no método: começar pelo problema, medir o retorno e manter as pessoas no centro da operação.

Fonte: Erick Castilio, em entrevista à IA News. Foto: divulgação.

Por que isso importa

Análise IA News · a leitura da nossa redação

A diferença entre ganhar e perder dinheiro com IA está no método: começar pelo problema, medir o retorno e manter as pessoas no centro da operação.

Fontes

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Apuração, análise e conclusão editorial produzidas pela redação do IA News a partir das fontes acima. O conteúdo não reproduz o texto original.

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