Paula Harraca leva uma IA própria a 400 mil alunos e redesenha o ensino da Ânima
A IARA, desenvolvida dentro do grupo, chega a 18 instituições, 15 mil educadores são capacitados em IA e 500 empresas levam problemas reais para a sala de aula.

Paula Harraca começou como trainee na ArcelorMittal, na planta de Rosário, sua cidade natal, e passou cerca de 20 anos na companhia, até chegar ao C-level, com passagens por seis países. Em julho de 2024, assumiu como CEO da Ânima Educação, depois de integrar o conselho do grupo.
À frente de uma das maiores redes de ensino superior do país, ela está redesenhando o modelo de ensino com a inteligência artificial no centro.
A IARA
A aposta é uma IA feita em casa: a IARA (Inteligência Artificial de Ressignificação da Aprendizagem), integrada à Ulife, plataforma proprietária da rede. Ela sugere conteúdos aos alunos, propõe perguntas e projetos aos professores e pode preparar aulas com um clique.
A ferramenta já é usada por 400 mil estudantes em 18 instituições do grupo. Ao mesmo tempo, 15 mil educadores passam por um processo interno de capacitação em IA.
Competência acima do conteúdo
Para Paula, a IA muda o papel da faculdade. "Nós não vendemos diplomas", afirma. Na visão dela, o conhecimento puro, que o ChatGPT entrega, é só uma parte: o valor está em competências como pensamento crítico e trabalho em equipe.
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Por isso, a Ânima troca disciplinas isoladas por unidades curriculares construídas em torno de problemas reais. 500 empresas participam levando desafios para a sala de aula.
Um exemplo é a graduação tecnológica feita com a Gerdau em Conselheiro Lafaiete (MG), perto da usina de Ouro Branco. O processo seletivo teve 30 candidatos por vaga e justificou uma segunda turma. "Você entra para estudar sabendo que aquilo funciona quase como um processo de recrutamento e seleção", diz Paula. "A pessoa não precisa esperar o diploma para começar a contribuir."
Os números
No primeiro semestre de 2026, a Ânima teve receita líquida consolidada de R$ 2,17 bilhões, alta de 6,1%, e Ebitda ajustado de R$ 690,9 milhões, com margem de 31,8%. O grupo aguarda aprovação do Cade para incorporar a FMU, que soma 51 mil alunos e seis campi.
Por que importa
A IA generativa coloca em xeque o modelo de ensino baseado em transmitir conteúdo. A Ânima responde com uma IA própria em escala e com cursos desenhados a partir das vagas, uma aposta que pode servir de referência para o ensino superior brasileiro.
Fontes: Startups (04/09/2026), NeoFeed (05/10/2026) e Forbes Brasil (18/07/2025). Foto: Divulgação/Ânima, via Forbes Brasil.
Por que isso importa
Análise IA News · a leitura da nossa redação
A Ânima responde ao avanço da IA generativa com uma IA própria em escala e cursos desenhados a partir das vagas, uma referência para o ensino superior brasileiro.
Fontes
Apuração, análise e conclusão editorial produzidas pela redação do IA News a partir das fontes acima. O conteúdo não reproduz o texto original.
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