Lula, reeleito, promete criar uma IA brasileira e regular as big techs
No discurso da vitória, o presidente citou data centers, soberania digital e cobrança de impostos das grandes plataformas

Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito presidente no domingo, 25 de outubro, e colocou a tecnologia no centro do discurso da vitória. Ele prometeu investir em data centers, criar uma inteligência artificial brasileira e avançar na regulação das grandes plataformas digitais.
Com 99,6% das urnas apuradas, Lula tinha 51,78% dos votos válidos (64,2 milhões), contra 48,22% (59,8 milhões) do senador Flávio Bolsonaro (PL). Flávio disse que vai pedir à Justiça a anulação do segundo turno. Até a publicação das reportagens consultadas, nenhum tribunal havia determinado anulação.
Uma IA "brasileira"
"Eu quero criar uma brasileira", disse Lula, ao falar de inteligência artificial. Segundo o NeoFeed, ele defendeu que o país ensine mais matemática e engenharia para não depender de IA chinesa ou americana.
O presidente também afirmou que vai investir em data centers no quarto mandato. O objetivo citado é manter mais dados do país sob infraestrutura nacional. O Redata, regime de incentivos fiscais para data centers aprovado pelo Congresso, ainda depende de regulamentação, segundo o NeoFeed.
Na saúde, Lula citou um hospital inteligente e 15 UTIs inteligentes no SUS, com tecnologia para ajudar equipes a identificar situações de risco.
Receba matérias assim no seu e-mailEdição diária da IANews, grátis, com a fonte de cada notícia.
Recado às big techs
Lula disse que o Brasil não pode ter "empresas monstruosas" que não pagam "nem um imposto para esse país". Afirmou que a eleição teve de ser vencida contra "a intromissão vinda de fora para dentro através de plataformas digitais" e que crime no mundo digital "tem que ser tratado que nem na vida real".
O governo enviou ao Congresso, em setembro de 2025, um projeto de regulação dos mercados digitais. O relator é o deputado Aliel Machado (PV-PR). A Câmara aprovou regime de urgência em março, mas a discussão ficou para depois da eleição. O texto cria uma superintendência no Cade para tratar de plataformas com relevância sistêmica, concorrência e defesa do consumidor.
O que ainda falta
As promessas dependem de planejamento, orçamento e decisões do Congresso. O presidente também disse que pretende reunir empresários, educadores e cientistas e que vai usar mais as plataformas digitais para falar diretamente com a população.
Por que importa
Para empresas que usam ou vendem IA no Brasil, o discurso indica as prioridades dos próximos quatro anos: incentivo a data centers, aposta em modelos nacionais e uma agenda mais dura de regulação e tributação das grandes plataformas, com o Cade no centro.
Fontes: NeoFeed, Só Notícia Boa.
Por que isso importa
Análise IA News · a leitura da nossa redação
O discurso da vitória sinaliza incentivo a data centers, aposta em IA nacional e regulação mais dura das big techs, com o Cade no centro, nos próximos quatro anos.
Fontes
Apuração, análise e conclusão editorial produzidas pela redação do IA News a partir das fontes acima. O conteúdo não reproduz o texto original.
Newsletter IANews
Receba mais sobre Regulação no seu e-mail
A newsletter diária da IANews, em 5 minutos, com a fonte de cada notícia.

Leia também
Big TechDemis Hassabis, do Google DeepMind, vê o Gemini 4 Argon criar uma visualização do corpo humano em 3D
30 out 2026 · 2 min de leitura
StartupJoão Vitor Inecco, médico, levanta US$ 6,5 milhões para levar agentes de IA aos hospitais com a Matria
30 out 2026 · 2 min de leitura
Startup