Sem investidor, Humberto Abilio conecta gigantes da alimentação com IA e mira R$ 25 milhões
A Food Hub usa IA própria para ligar redes como Habib's e Bob's a fornecedores, movimenta cerca de R$ 50 milhões por mês e prevê R$ 250 milhões transacionados no primeiro ano.

Humberto Abilio trabalha com alimentos desde 2007. Começou em embalagens, passou cerca de cinco anos em cargos de liderança na Seara, montou uma representação comercial para marcas como Seara, Italac e Nat e voltou à indústria de embalagens com foco em food service.
Nesse caminho, conversou com mais de 100 executivos de compras e ouviu sempre a mesma coisa: até 90% do tempo deles ia para cuidar de fornecedores que já tinham. Sobrava pouco para encontrar novos. Foi dessa dor que nasceu a Food Hub, sediada na Vila Leopoldina, em São Paulo.
Como a IA entra
O comprador informa produto, volume, prazo e condições comerciais, inclusive por voz, via WhatsApp. Segundo Abilio, uma demanda pode ser registrada em cerca de 60 segundos.
A IA proprietária da plataforma analisa o pedido, identifica fornecedores já cadastrados e avaliados e os ordena por preço, prazo de pagamento, confiabilidade e capacidade operacional. A busca é automatizada; a avaliação dos fornecedores e o acompanhamento comercial ainda contam com especialistas, inclusive com visitas presenciais às fábricas.
O sistema também cruza dados de oferta, demanda, logística e variação de preços de commodities para ajudar compradores e fornecedores a antecipar altas e faltas de produtos.
Os números
A rede reúne mais de 200 empresas, entre elas Habib's, Bob's, Delly's e PMG, e movimenta cerca de R$ 50 milhões por mês. A previsão é chegar a R$ 250 milhões transacionados e cerca de R$ 25 milhões de receita no primeiro ano, com 14 funcionários mais o time de desenvolvimento.
Receba matérias assim no seu e-mailEdição diária da IANews, grátis, com a fonte de cada notícia.
A receita vem de quatro frentes: mesa de negócios, venda de software, trading de importação e exportação e desenvolvimento de produtos sob medida para grandes redes.
Tudo sem dinheiro de fora. "A companhia foi fundada sem nenhum investidor. Nós não temos investidor, tudo capital próprio", diz Abilio. Segundo a empresa, a operação pagou os próprios custos já no primeiro mês.
Próximos passos
A Food Hub planeja levar soluções aos Estados Unidos, exportar para países dependentes de importação de alimentos, como os Emirados Árabes Unidos, e trazer ao Brasil produtos com pouca oferta local, como azeite europeu e batata pré-frita.
Por que importa
A Food Hub mostra a IA aplicada a um problema pouco glamouroso e muito caro: a compra de insumos em grandes redes de alimentação. E prova que dá para escalar um negócio de IA no Brasil sem rodada de investimento.
Fonte: Exame (29/10/2026). Foto: Food Hub/Divulgação.
Por que isso importa
Análise IA News · a leitura da nossa redação
A Food Hub aplica IA à compra de insumos em grandes redes de alimentação e escala sem capital de investidores.
Fontes
Apuração, análise e conclusão editorial produzidas pela redação do IA News a partir das fontes acima. O conteúdo não reproduz o texto original.
Newsletter IANews
Receba mais sobre Startup no seu e-mail
A newsletter diária da IANews, em 5 minutos, com a fonte de cada notícia.

Leia também
GlobalRobotáxi da Zoox, empresa da Amazon comandada por Aicha Evans, roda sem volante e sem motorista
30 out 2026 · 2 min de leitura
Big TechDemis Hassabis, do Google DeepMind, vê o Gemini 4 Argon criar uma visualização do corpo humano em 3D
30 out 2026 · 2 min de leitura
Startup