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HappyRobot, unicórnio de agentes de IA de US$ 1,2 bilhão, chega ao Brasil

Apoiada por a16z e Y Combinator, a empresa abriu escritório em São Paulo e já tem os primeiros projetos com companhias brasileiras.

HappyRobot, unicórnio de agentes de IA de US$ 1,2 bilhão, chega ao Brasil
Foto: Reprodução/HappyRobot (release institucional)

A HappyRobot, unicórnio americano de agentes de inteligência artificial avaliado em US$ 1,2 bilhão, abriu sua operação no Brasil com escritório em São Paulo. À frente da chegada estão André Leite, líder comercial da empresa no país, e Lucas Coelho, que lidera as implementações.

Apoiada por a16z e Y Combinator, a HappyRobot desenvolve agentes que se conectam aos sistemas das empresas para executar processos operacionais de ponta a ponta, e já conduz os primeiros projetos com empresas brasileiras.

Por que o Brasil

"Operações de atendimento, cobrança e logística no Brasil ainda rodam em cima de milhões de ligações, mensagens e conferências manuais. É o ambiente para o qual nossos agentes foram construídos: alto volume, muita exceção e sistemas que não conversam entre si", afirma André Leite.

A empresa nasceu fazendo agentes para logística, um dos setores que mais dependem de comunicação e coordenação, e depois ampliou a atuação para serviços financeiros, seguros, saúde, telecomunicações e utilities. Os agentes fazem ligações, enviam mensagens, consultam informações, atualizam registros e encaminham para pessoas as situações que exigem decisão humana, por voz, e-mail, SMS, chat, WhatsApp e integrações via API.

Do atendimento à execução

A implementação é feita por deployment teams da HappyRobot, que trabalham dentro da operação de cada cliente para entender os processos, integrar os agentes aos sistemas e definir permissões e níveis de supervisão. Os primeiros agentes podem entrar em produção em quatro semanas, dependendo da complexidade.

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"Existe uma diferença importante entre usar inteligência artificial para responder a uma pergunta e usar IA para executar um processo de ponta a ponta. Se o agente consegue conversar com um caminhoneiro com barulho de buzina ao fundo, redirecionar a rota e atualizar o sistema em tempo real, ele consegue resolver praticamente qualquer processo de uma grande empresa", diz Lucas Coelho.

Os números

A HappyRobot atende mais de 150 clientes corporativos, entre eles DHL, Kuehne+Nagel, Naturgy, Repsol e Uber. Na Naturgy, mais de 50% das chamadas da assistência técnica são resolvidas sem intervenção humana. Na média global, os agentes têm CSAT de 9,4/10 e mais de 70% de resolução autônoma no atendimento. Um dos clientes automatiza 28 mil horas de trabalho por mês.

A chegada ao Brasil vem depois de uma Série C de US$ 150 milhões, anunciada em agosto e liderada pela Prysm Capital e pela Eurazeo, com a16z, Base10 e Y Combinator. Com a rodada, a empresa somou cerca de US$ 200 milhões captados. A América Latina é prioridade, e o Brasil é o maior mercado da região.

Fundada em 2022, em São Francisco, a HappyRobot tem escritórios na América do Norte, Europa, América Latina e Austrália.

Por que importa

A chegada de um unicórnio de agentes de IA com operação local mostra que a disputa pela automação de processos inteiros, e não só de respostas, já começou nas empresas brasileiras.

Fonte: HappyRobot, em informações enviadas à IA News. Foto: divulgação/HappyRobot.

Por que isso importa

Análise IA News · a leitura da nossa redação

Um unicórnio de agentes de IA abre operação local e mostra que a automação de processos inteiros, e não só de respostas, chegou às grandes empresas brasileiras.

Fontes

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Apuração, análise e conclusão editorial produzidas pela redação do IA News a partir das fontes acima. O conteúdo não reproduz o texto original.

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