Gaispi, grupo que administra o dinheiro do 5G, aprova data center soberano de IA de R$ 375 milhões
Projeto prevê 48 GPUs para inteligência artificial do governo federal e ainda depende do conselho da Anatel

O governo federal deu um passo concreto para ter infraestrutura própria de inteligência artificial. Na terça-feira, 27 de outubro, o Gaispi, grupo que coordena os projetos executados pela EAF com recursos do leilão do 5G, aprovou a construção de um data center soberano voltado a projetos de IA do governo.
O custo estimado é de R$ 375 milhões. O dinheiro vem da venda da faixa de 3,5 GHz às operadoras de telefonia, que não participaram da decisão.
O que será construído
O projeto prevê um terreno de 5.000 m². O módulo de inteligência artificial terá 20 racks de 42U, seis servidores de GPU com 48 GPUs no total, nove servidores de CPU, armazenamento all-flash e armazenamento de objetos.
Haverá também um módulo tradicional, com até dez racks para colocation. Nessa primeira fase, não há compra de servidores para esse módulo.
A estrutura prevê energia redundante, geração de emergência 2N, refrigeração de alta densidade, refrigeração líquida no módulo de IA e conectividade redundante de 2 x 100 Gb.
Quem opera e quando
Segundo o Convergência Digital, a infraestrutura será da União e operada pela Telebras, com a EAF responsável pela implantação. O modelo é parecido com o da Rede Privativa de Comunicação da Administração Pública Federal.
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A estimativa de implantação é de 12 meses. O prazo depende de energia disponível, licenciamento e entrega dos equipamentos.
O que ainda falta
A proposta precisa passar pelo conselho diretor da Anatel. Pelas contas da EAF, há caixa para uso imediato, e a execução pode começar mesmo antes de a entidade terminar os projetos atuais.
Na mesma reunião, o Gaispi aprovou a distribuição de kits de TV 3.0 estimada em R$ 1,3 bilhão. Juntos, os dois projetos somam cerca de R$ 1,7 bilhão.
Por que importa
O projeto tira do papel parte da promessa de soberania em IA com dinheiro já arrecadado. Com 48 GPUs, a escala é modesta perto dos grandes data centers privados, mas dá ao governo um lugar próprio para rodar modelos com dados públicos sensíveis, sem depender só de nuvens estrangeiras.
Fontes: Teletime, Convergência Digital.
Por que isso importa
Análise IA News · a leitura da nossa redação
O governo passa a ter um caminho concreto, e já financiado, para rodar IA com dados públicos em infraestrutura própria, sem depender só de nuvens estrangeiras.
Fontes
Apuração, análise e conclusão editorial produzidas pela redação do IA News a partir das fontes acima. O conteúdo não reproduz o texto original.
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