Alberto Kuba põe US$ 165 milhões para a WEG surfar o boom de geradores dos data centers
CEO da WEG vai elevar a capacidade global de 10 para cerca de 50 geradores por dia, puxada pela demanda de energia de reserva dos data centers de IA.

Alberto Kuba entrou na WEG em 2002, como estagiário. Engenheiro eletricista formado pela Unesp, fez carreira em vendas de motores industriais, comandou a operação da empresa na China, voltou ao Brasil em 2020 para dirigir a área de motores industriais e assumiu como CEO em 2024, sucedendo Harry Schmelzer Jr.
Agora, a catarinense vive um momento que nem ela previa. "Não imaginávamos que teria esse boom", disse Kuba à Exame, sobre a demanda por geradores. O motivo é direto: "Todo data center precisa ter um grupo gerador associado".
US$ 165 milhões na América do Norte
A WEG vai investir US$ 165 milhões (cerca de R$ 869 milhões) para ampliar a produção de geradores na América do Norte, em duas fases:
- US$ 24 milhões em um prédio industrial em Atotonilco de Tula, no México, com operação prevista para o 2º trimestre de 2027;
- US$ 141 milhões em duas novas unidades na América do Norte, com local ainda não definido, até 2030.
Com isso, a capacidade global de geradores sobe de 10 para cerca de 50 unidades por dia, com produção distribuída entre México, Estados Unidos, Brasil e China.
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Baterias também crescem
Na mesma frente de energia, a WEG ampliou o investimento na fábrica de sistemas de armazenamento em baterias (BESS) em Itajaí (SC), de R$ 280 milhões para R$ 330 milhões. A capacidade anual dobra, de 2 para 4 GWh, com operação a partir do 2º semestre de 2027.
"O data center tem produtos que a WEG tem em todas as verticais", resume Kuba.
O que dizem os analistas
O BTG Pactual recomenda compra, com preço-alvo de R$ 65, mas pondera que os gastos iniciais terão contribuição limitada para os lucros no curto prazo. A Ativa vê BESS e data centers como principais gatilhos de valor. O Citi é neutro e lembra que os mercados da WEG são competitivos e cíclicos.
Por que importa
A corrida da IA não é só de chips e modelos. Cada data center precisa de energia garantida, e uma indústria brasileira está entre as que fornecem essa infraestrutura. A aposta da WEG mostra como a IA abre espaço para empresas de setores tradicionais.
Fontes: Exame (30/09/2026) e WEG. Foto: Divulgação/WEG.
Por que isso importa
Análise IA News · a leitura da nossa redação
A expansão da WEG mostra que a corrida da IA também passa por energia, e uma indústria brasileira está entre as fornecedoras dessa infraestrutura.
Fontes
Apuração, análise e conclusão editorial produzidas pela redação do IA News a partir das fontes acima. O conteúdo não reproduz o texto original.
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